O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) divulgou, no último dia 2, os resultados da pesquisa Panorama da Governança Corporativa no Brasil, realizada em parceria com a consultoria de gestão Booz&Co. Participaram do estudo 85 empresas e 137 presidentes de conselhos, conselheiros de administração, conselheiros fiscais, diretores-presidentes e diretores de RI. Foram realizadas ainda 20 entrevistas pessoais em profundidade. O estudo buscou identificar os recentes avanços da governança corporativa no País, mapeando a percepção dos administradores sobre o tema e as principais oportunidades de melhoria, e teve seus resultados comparados com a pesquisa realizada em 2003, também feita em parceria pelas duas instituições.
De acordo com o estudo atual, a relevância do tema evoluiu de forma significativa nos últimos anos, com um maior conhecimento e aderência das empresas às melhores práticas entre os conselheiros e executivos das empresas. Por exemplo, 87% dos entrevistados disseram conhecer o código das melhores práticas, ante 66% que deram a mesma resposta em 2003.
Os Conselhos de Administração, de acordo com os resultados obtidos, também têm evoluído em termos de diversidade na sua composição, com redução na participação de conselheiros proprietários – passaram de 48% do total de empresas participantes em 2003 para 30% em 2009 – e maior presença de conselheiros independentes – de 8% em 2003 para 22% agora.
Por outro lado, a importância percebida do fator humano praticamente não avançou nos últimos anos. Hoje, 38% dos respondentes consideram muito importante avaliar o desempenho da diretoria (eram 36% na primeira pesquisa). Da mesma forma, o número dos que avaliam como muito importante aprovar as indicações dos membros da diretoria permaneceu praticamente estável, passando de 29%, em 2003, para 31%. A pesquisa deste ano também indicou que 78% pouco ou raramente discutem sobre sucessão e 69% pouco ou raramente discutem sobre o desempenho dos executivos. |