Compartilhar os valores da organização com os colaboradores e despertar neles o orgulho pelo seu trabalho são um bom começo para as empresas que almejam alta performance. Entretanto, o que se observa é que, de uma forma genérica, isso pouco acontece. Muitas têm na alta performance uma ação pontual e temporária, que compromete o bem-estar dos colaboradores, enquanto uma minoria a entende como um processo contínuo, que gera resultados excepcionais não só para a companhia, como para todos os que nela trabalham. “Hoje, existe uma quantidade razoável de empresas que criam programas de aceleração de performance com uma direção específica e um prazo determinado, mas a principal questão não é atingi-la e, sim, perpetuá-la com sustentabilidade”, assinala Patrícia Molino (foto), sócia responsável pelo Departamento de Assessoria em Gestão de Recursos Humanos no Brasil da empresa de auditoria e consultoria KPMG.
Segundo ela, o que facilita, e muito, esse processo é quando a organização consegue alinhar os valores, os desejos e as agendas dos indivíduos aos da companhia. E isso tem a ver com um conjunto de fatores, como envolver e engajar as pessoas e comunicar-se adequadamente com elas, para que deem aquele “algo mais”. Patrícia salienta que algumas empresas fazem isso com razoável sucesso, mas a maior parte falha no processo. “Se eu tenho uma estratégia e não a comunico, como posso esperar o engajamento das pessoas? Se a estratégia não for clara, como elas vão dar mais de si? Se não sou coerente com o meu discurso, como esperar um empenho extra dos outros?”, questiona.
A performance adicional, prossegue a executiva, vem das pessoas e só se torna sustentável no longo prazo se for agradável e prazerosa. Isso porque, além da frente de resultados financeiros, existe a frente de resultados pessoais, do indivíduo, que é o senso de pertencer à organização, o orgulho de fazer o seu trabalho, o propósito de contribuir. Patrícia frisa que o “a mais” que vem do desgaste e do sofrimento das pessoas só se consegue por um prazo restrito.
E qual é o papel da área de Recursos Humanos nesse processo? Alta performance, avisa Patrícia, não se faz de forma isolada na sala de RH, tampouco é um desejo da alta liderança que se realizará magicamente. Ela vem de toda a corporação e depende de propósito, dedicação, disciplina, envolvimento e follow up, portanto… “Cabe ao profissional de RH apoiar as lideranças dando alertas, indicando caminhos e fazendo monitoramento para impedir que as pessoas se desviem do propósito, mantendo o foco e a coerência. Assim é que se tem a ‘mágica’ da sustentabilidade e não uma alta performance pontual, sem apaixonados”, finaliza.
A cultura de alta performance nas organizações será o tema de Patrícia Molino no CONARH 2010 – 36º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que a ABRH-Nacional e a ABRH-SP vão promover de 17 a 20 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).
Informações e inscrições:
www.conarh.com.br
Tel. (11) 3138-3420
MUNDO CORPORATIVO AO VIVO
O jornalista Heródoto Barbeiro também é presença confirmada no CONARH 2010. No dia 17 de agosto, às 19h45, diretamente do Transamerica Expo Center, ele vai apresentar, ao lado de convidados, o programa Mundo Corporativo, em uma sessão especial que será transmitida ao vivo pelo site da CBN. Sua apresentação será gravada para ir ao ar pela rádio no sábado, dia 21. |