ABRH-SP reúne os principais insights da Semana de Tecnologia e Inovação para RH 

A 6ª edição da Semana de Tecnologia e Inovação para RH, promovida pela ABRH-SP, gerou insights importantes a partir do tema central “Trabalho reimaginado: IA, confiança e o futuro humano do RH – Como redesenhar trabalho, liderança e experiência humana na era da IA?”. Tanto nos encontros on-line, realizado entre 19 e 21 de maio, quanto no fórum presencial, em 22 de maio, especialistas e lideranças tiveram a oportunidade de compartilhar visões aprofundadas sobre os principais desafios e oportunidades da transformação do trabalho.

Na programação on-line, o primeiro webinar “Do piloto ao impacto: como fazer a IA sair do experimento e entrar na rotina do RH” reuniu Eduardo Muniz (co-fundador e CRO da Recrut.AI) e Mayara Ambrosini (gerente nacional de DHO do Grupo EBD). Como mediadora participou Fernanda Burin (vice-diretora da ABRH-SP Regional Berrini).

Como insight central, o webinar destacou que a IA não desumaniza o RH. Mas libera o profissional das tarefas repetitivas para que ele possa ser mais humano, mais próximo e mais estratégico. Neste sentido, o “H” do RH não desaparece, mas ganha ainda mais relevância.

O segundo webinar, “Arquitetura do trabalho, novos papéis e IA”, contou com a participação de João Altman (executivo de RH, ATMO), Gustavo Sanges (mentor de carreiras globais, country manager da Hireright) e mediação de Karen Monterlei (gerente de Conhecimento e Aprendizagem na ABRH-SP).

Como mensagem principal, os participantes lançaram a seguinte reflexão: o RH foi por muito tempo o “apagador de incêndios” das organizações, conquistando pequenos reconhecimentos por resolver problemas do dia a dia. Com a automação das tarefas operacionais, surge a oportunidade e também a responsabilidade de ocupar um papel de verdadeiro protagonismo na transformação cultural e estratégica das empresas.

Para o terceiro webinar da Semana de Tecnologia e Inovação para RH, “Ansiedade, resistência e adoção da IA”, foram convidados Luiz Rasquilha (CEO da Inova, Portugal) e a mediadora Alexandra Nunes (diretor de Conhecimento na ABRH-SP Regional Berrini).

No insight central, os especialistas concordaram que “a maior ameaça não é a IA, mas, sim, ficar parado”. Não se trata de correr mais que o leão, mas de correr mais que o concorrente. E para isso, a chave é consciência, espaço na agenda para explorar e coragem para experimentar.

Nos encontros on-line também foram realizados três workshops: “Mapeando casos de uso de IA no RH para aumento de eficiência e produtividade”. com Léo Oliveira (Humanos & IA), “Do prompt ao agente: IA prática para transformar o dia a dia do RH”, com Leandro Herrera (CEO da Tera) e Wilson Tayar (CTO da Tera), e “Da Resistência à Rotina: Mudança de Comportamento para Adoção de IA”, com Andressa Chiara (Nammu & Neurodivertindo).

No fórum presencial, realizado em 22 de maio, Anna Flávia Ribeiro (consultora, filósofa, professora e palestrante) conduziu a palestra “O futuro humano do trabalho: vantagem competitiva e confiança / O RH como arquiteto da transformação”.

A palestra trouxe reflexões sobre como a inteligência artificial está transformando profundamente o mercado de trabalho, especialmente o papel do RH. A principal tese é que a IA não muda apenas ferramentas, mas altera a lógica das relações profissionais, da liderança e da tomada de decisões dentro das empresas.

O painel “As competências que realmente importam na era da IA” contou com Daniele Andrade (CEO na aiiaLabs), Patrick Gouy (CEO & CTO da Recrut.AI) e moderação de Ricardo Pandolfi (gerente comercial SP da Le Card).

O painel destacou que a inteligência artificial já está transformando as empresas e exigindo uma nova postura de líderes e profissionais. O principal debate girou em torno da necessidade de equilibrar tecnologia e competências humanas, mostrando que habilidades como pensamento crítico, comunicação, ética, relacionamento e capacidade de adaptação se tornam ainda mais importantes neste novo cenário.

A palestra “IA no RH sem hype – o que já gera valor e o que ainda é promessa?” foi conduzida por João Marcelo Furlan (Rocket Mentoring School, Enora Leaders e Huboo.ai).

Na palestra, as reflexões mostraram que a inteligência artificial já gera impactos reais no RH, principalmente em produtividade, automação de tarefas, comunicação interna, análise de clima, feedbacks e descrições de cargos. O principal insight foi que a IA deve ampliar a capacidade humana, e não substituir pessoas.

O último painel do dia, “Quem cuida do humano? Saúde mental, ansiedade e pertencimento”, trouxe Izabella Camargo (jornalista, palestrante e uma das maiores referências em educação em saúde mental no trabalho do Brasil).

A especialista discutiu como saúde mental, comunicação e gestão emocional se tornaram temas estratégicos para o futuro do trabalho. O encontro destacou que empresas precisam sair do modelo reativo e passar a prevenir riscos psicossociais, especialmente diante da atualização da NR-1. Izabella Camargo reforçou ainda que produtividade sustentável depende de equilíbrio, limites saudáveis, boa comunicação e ambientes organizacionais mais humanizados. Também provocou reflexões sobre o excesso de trabalho, burnout, alta rotatividade, ansiedade e a contradição entre o avanço da inteligência artificial e a dificuldade das empresas em desenvolver habilidades humanas básicas, como empatia, escuta e relacionamento.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (01, junho de 2026)