NR-1 é pauta prioritária para as empresas em 2026

No ano passado, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou fiscalizações, sem multas ou penalidades, com a proposta educativa de orientar as empresas sobre as adaptações à exigência da Norma Regulamentadora nº1 (NR-1) relacionada à avaliação dos fatores psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos. A partir de 26 de maio de 2026, no entanto, a NR-1 passa a vigorar integralmente, destaca a ABRH-SP.

A NR-1 reflete uma preocupação mundial com a segurança e a saúde no trabalho. Atualizada por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, a nova regra inclui uma abordagem a gestão de riscos psicossociais, como estresse, assédio e sobrecarga de trabalho.

A inclusão dos riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), tornando obrigatória a empresas com mais de 100 funcionários a adoção de medidas preventivas para a proteção da saúde mental dos trabalhadores, é a principal atualização da NR-1.

A gestão efetiva dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, nos termos da NR-1, impõe mudanças que devem ser colocadas em prática pelas organizações em 2026. Diante de estatísticas que revelam um aumento significativo de afastamentos do trabalho em decorrência de transtornos mentais e comportamentais, as adequações à NR-1 são tema urgente, especialmente para os setores em que a organização do trabalho potencializa o adoecimento do trabalhador.

Os fatores psicossociais envolvem aspectos como a forma de organização do trabalho, as relações interpessoais, a cultura de gestão, as pressões por desempenho e as condições emocionais às quais os trabalhadores estão expostos. Esses riscos não são visíveis, mas têm causado impactos profundos na saúde mental dos profissionais, com reflexos diretos no absenteísmo, na rotatividade e no desempenho organizacional.

De acordo com a ABRH-SP, a não observância de ações concretas de prevenção e promoção da saúde mental pode significar manter os trabalhadores expostos a riscos silenciosos, porém devastadores, como o assédio, a sobrecarga, o isolamento, a falta de apoio e a insegurança emocional.

Ao proporcionar melhorias no ambiente de trabalho, na visão da ABRH-SP, as empresas têm a oportunidade de realizar uma transformação na cultura organizacional, com redução de afastamentos, ampliação da segurança jurídica e ganhos de produtividade.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (05, janeiro de 2026)