ABRH-SP revela que empresas paulistas têm investido mais em programas estruturados de saúde e bem-estar

No mês em que a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) entra em vigor com força de fiscalização, levantamento inédito da ABRH-SP, realizado a partir de pesquisas de mercado, revela que o volume de empresas no Estado de São Paulo que investem em programas estruturados de saúde e bem-estar saltou de cerca de 30% em 2020 para aproximadamente 55% em 2026. Esse movimento, na visão de Patricia Pessoa Pousa, executiva de Recursos Humanos, doutora em Saúde Mental e membro do Comitê de Saúde da ABRH-SP, acompanha uma tendência global. Segundo a especialista, também reforça a consolidação dessas iniciativas como parte estratégica das organizações, abrangendo desde apoio especializado e consultorias até a oferta de serviços, atendimentos e programas específicos voltados ao cuidado integral dos profissionais.

De acordo com Patricia Pousa, o levantamento da ABRH-SP evidencia duas perspectivas distintas, porém complementares.

“De um lado, estão as práticas de saúde, bem-estar e qualidade de vida que as empresas vêm implementando e incentivando junto aos colaboradores, com foco em promoção de saúde, engajamento e melhoria do ambiente organizacional”, afirma.

As práticas de saúde, bem-estar e qualidade de vida abrangem diversas iniciativas, entre elas incentivo à prática regular de exercícios físicos, à alimentação saudável e orientações sobre gerenciamento financeiro. “Nessas ações, a empresa mostra um amadurecimento na forma de cuidar das pessoas e reforça o impacto positivo dessas ações nos resultados do negócio”, pontua.

A outra perspectiva, e com agenda diferente, diz respeito às adequações relacionadas à NR-1. “Neste caso, não estamos falando de um conjunto de práticas isoladas, mas de um processo estruturado de gerenciamento de riscos ocupacionais”, diz. A norma, segundo Patricia Pousa, segue um método que começa pelo plano de gerenciamento de riscos, passa pela avaliação ergonômica preliminar e pela aplicação de questionários, permitindo identificar fatores de risco e fatores protetivos dentro do ambiente de trabalho. “A partir deste diagnóstico é que se definem planos de ação mais assertivos. Ou seja, atender à NR-1 não é simplesmente implementar iniciativas de bem-estar, mas sim seguir uma lógica técnica e estruturada para identificar, avaliar e mitigar riscos de forma consistente”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação da ABRH-SP (04, maio de 2026)